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Curso: A crise da forma dramática (1880-1910)

Centro Ángel Rama da FFLCH/USP convida para o curso gratuito A crise da forma dramática (1880-1910), que será ministrado pela Profa. Dra. Lara Biasoli Moler (pós-doutoranda do DLM/FFLCH), de 26 de março a 30 de abril, às quartas-feiras, das 14h às 16h, na sala 167 do Prédio de Letras.
 
Inscrições: de 13/3 a 25/3 ou até que as vagas sejam preenchidas, no endereço carama@usp.br
 
 
 
Apresentação
 
Em sua consagrada Teoria do Drama Moderno, Peter Szondi dedica um capítulo à chamada crise do drama, fundamentando-se na análise de peças que rompem com as convenções estruturais do drama, salientando a ruptura entre forma e conteúdo. Ibsen, Tchékhov, Strindberg, Maeterlinck e Hauptmann são os autores apreciados pelo crítico húngaro, expoentes desse novo teatro, seminal para a formação do drama moderno.
Justificativa
Um dos desafios que a Teoria do Drama Moderno propõe ao leitor é o conhecimento das obras citadas e analisadas pelo autor. Assim, a proposta deste curso é promover não apenas o acesso a textos dramatúrgicos incontornáveis, mas principalmente uma leitura cuidadosa dessas peças em consonância com a perspectiva e a apreciação crítica de Szondi.
 
Cronograma
 
Aula 1 - 26 de março
Os preceitos da peça bem-feita: As pequenas raposas, de Lillian Hellman. 
 
Aula 2 - 02 de abril
Ibsen e a técnica analítica: John Gabriel Borkman.
 
Aula 3 - 09 de abril
Tchékhov e a ruína da ação dramática: As Três Irmãs. 
 
(Não haverá aula no dia 16 de abril por conta da Semana Santa).
 
Aula 4 - 23 de abril
O drama estático de Maeterlinck: A Intrusa; O monodrama épico-lírico de Strindberg: A Mais Forte. 
 
Aula 5 - 30 de abril
O drama social de Hauptmann: Os Tecelões. 
 
Bibliografia Básica
ADLER, Stella. Sobre Ibsen, Strindberg e Chekhov. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.
BENTLEY, Eric. O dramaturgo como pensador. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991.
CARLSON, Marvin. Teorias do teatro. Tradução de Gilson César Cardoso de Souza. São Paulo: Edusp, 1997.
COSTA, Iná Camargo. Sinta o drama. Petrópolis: Editora Vozes, 1998.
MENEZES, Tereza. Ibsen e o novo sujeito da modernidade. São Paulo: Perspectiva, 2006.
PAVIS, Patrice. Dicionário de Teatro. São Paulo: Perspectiva, 1999.
ROSENFELD, Anatol. O teatro épico. São Paulo: Perspectiva, 1989.
RYNGAERT, Jean-Pierre. Introdução à análise do teatro. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
SARRAZAC, Jean-Pierre (Org.). Léxico do Drama Moderno e Contemporâneo. São Paulo: Cosac Naify, 2012.
___. (Org.). Mise en crise de la forme dramatique (1880-1910). Études Théâtrales, Louvain-la-Neuve, Belgique: Centre d´Études Théâtrales de la Université Catholique de Louvain, n. 15-16, 1999.
SZONDI, Peter. Teoria do Drama Moderno. São Paulo: Cosac Naify, 2001.
___. Teoria do Drama Burguês. São Paulo: Cosac Naify, 2004.
THOMASSEAU, Jean-Marie. O Melodrama. São Paulo: Perspectiva, 1984.
WILLIAMS, Raymond. Tragédia Moderna. Trad. Betina Bischof. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.
___. Drama from Ibsen to Brecht. London: Chatto and Windus, 1952.