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Palestra: Protagonismo Tupinambá Nheenga Awa

Data do Evento: 
ter, 21/03/2017 - 17:00 - 19:00
A Cátedra Indígena do LEER - Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação convida para a palestra:

Protagonismo Tupinambá
"Nheenga Awa"

Memória, (Re)Existência e Indianidade na Luta pela Demarcação Territorial (Olivença - Ilhéus/ BA)

Data: 21.03.2017, terça-feira, às 17hs
 

Palestrante: 
Casé Angatu – Prof. Dr. Carlos José F. dos Santos
Indígena e Morador no Território Tupinambá em Olivença (Ilhéus/BA) na Aldeia Gwarini Taba Atã; Docente da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC (Ilhéus/BA); Doutor pela FAU/USP; Mestre pela PUC/SP; Autor dos Livros: “Nem Tudo Era Italiano – São Paulo e Pobreza na Virada do Século XIX-XX” e “Identidades Urbanas e Globalização: constituição dos territórios em Guarulhos/SP”, entre outros; Ex-Coordenador do PIBID/História/CAPES-UESC, junto à Escola Estadual Indígena Tupinambá de Olivença.

Participação: 
Adriano Tupinambá (Aldeia Abaeté em Santaninha - Território Tupinambá em Olivença)
Porãn Tupinambá (Aldeia Gwarini Taba Atã - Território Tupinambá em Olivença)

Ritual antes da Caminhada Tupinambá  em lembrança ao Cururupe e Caboclo Marcelino realizada todos os anos em memórias aos Parentes massacrados no
Rio Cururupe em 1560 pelo Governador Geral da Bahia Men de Sá, um dos momentos mais marcantes da luta e memória Tupinambá. Com o cocar, ao centro,
o Cacique Gildo Tupinambá.
Local: Anfiteatro do CAPH - Centro de Apoio à Pesquisa do Depto de História
Prédio de História e Geografia, térreo.
Inscrições: leer@usp.br (a/c Fernanda Broggi)
Valor: simbólico, no local, a partir de R$ 20,00 para a comunidade indígena Tupinambá

Resumo da palestra: 
Ainda hoje o Povo Tupinambá é considerado, por alguns, como extinto durante a colonização/catequização efetivada a partir do séc. XVI. Entretanto, os Tupinambá protagonizam sua história, apesar de mais de cinco séculos de tentativas de genocídio e etnocídio que ainda continua através de criminalizações e violências, incluindo mortes/prisões de indígenas. Esta (re)existência de afirmação da Indianidade Tupinambá tem como fonte primordial a memória transmitida pelos anciões e que ganha expressão em diferentes linguagens cotidianas, entre elas: a oralidade, pintura corporal, ritual, canções presente nas vivências das mulheres, homens e crianças. Indianidade fortalecida na lida com a natureza e seus Encantamentos. A presente palestra tentará expressar um pouco do muito que esta (re)existência significa e como todas/todos que desejam um outro mundo podem apreender com as “îe’ enga awa ou nheenga awa” – “falas de Índios”.

 

Venda de Artesanato e Produtos Indígenas: 
colares, lanças, maracás, farinha de mandioca indígena e
óleo de coco indígena