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Mesa-redonda: D'Alembert - Batalhas literárias, filosóficas e políticas

Data do Evento: 
qua, 18/10/2017 - 16:00 - 18:00
No ano do tricentenário de nascimento de Jean Le Rond D’Alembert, o Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos, Literários e Tradutológicos em Francês convida para mesa-redonda para lembrar aspectos do homem, da obra e das batalhas que travou.    
 
O evento acontece no dia 18 de outubro, às 16h, na sala 261 do prédio de Letras.
 
Participação: 
Franklin de Matos
Pedro Paulo Pimenta
Ana Luiza Reis Bedê
 
Mediador: Thomaz Kawauche
 
Inscrições: enviar nome completo para monitoriadofrances@gmail.com
 
QUA | 18.10.2017 | 16h00 | convite
 
Prédio de Letras (sala 261). Av. Prof. Luciano Gualberto, 403, Cidade Universitária, São Paulo
 
Jean Le Rond D’Alembert (1717-1783)
“Todo o mundo escreve para o presente, você escreve para o futuro”, Voltaire
Jean Le Rond D’Alembert nasceu em Paris em 16 de novembro de 1717. Seus pais o abandonaram nos degraus da Igreja Saint-Jean Le Rond em Paris, daí seu nome de batismo. Muito jovem ainda, decide dedicar-se à matemática. Com apenas 24 anos entra para a Academia Real das Ciências em Paris. Tornou-se um dos matemáticos e físicos mais importantes do século XVIII. Em 1751, ao lado de Diderot, publica o primeiro volume da Enciclopédia ou Dicionário razoado das ciências, das artes e dos ofícios, obra monumental de 28 volumes que reuniu mais de duzentos colaboradores de diferentes áreas do conhecimento. Seu “Discurso preliminar”,que figura no primeiro volume, constitui verdadeiro manifesto do pensamento das Luzes. Além de ter sido um dos diretores desse gigantesco empreendimento por quase uma década, ele contribuiu com a redação de dezenas de artigos, muitos deles sobre questões políticas e filosóficas que provocaram acirrados debates. 
Graças ao renome internacional de cientista e de homem de letras, D’Alembert recebeu propostas de trabalho de Catarina II da Rússia e de Frederico II da Prússia. Porém, declinou dos convites para preservar sua liberdade. Manteve com ambos longa correspondência, assim como com importantes nomes do cenário europeu. Entre suas grandes amizades epistolares, destaca-se Voltaire, com quem trocou cartas por mais de trinta anos e com quem partilhou a luta contra a intolerância e contra o despótico sistema jurídico do Antigo Regime. Em 1764, foi eleito membro da Academia Francesa e tornou-se seu secretário perpétuo em 1772. Nessa função, escreveu elogios memoráveis aos acadêmicos, textos considerados referências do gênero.